Comandante e ex-comandante dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros começaram a ser julgados
O Tribunal de Bragança começou a julgar esta semana o primeiro e o antigo segundo-comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros acusados pelo Ministério Público (MP) de crimes de peculato, falsificação de documentos agravado e de abuso de poder.
O comandante e o antigo segundo-comandante sentam-se no banco dos réus porque o MP está convicto que entre 2012 e 2014, durante a época de incêndios, se apropriaram de milhares de euros, que haviam sido transferidos para a corporação pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Tratavam-se de quantias transferidas a título de comparticipação pela ANPC, que pertenciam a bombeiros da corporação que haviam, efetivamente, prestado turnos em Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), a verbas transferidas que não correspondiam a qualquer prestação de serviço no DECIF, a dinheiro indevido transferidos pela ANPC, que "resultava da duplicação de registos de presenças de bombeiros nas folhas de assiduidade" e quantias indevidas, que resultavam da integração de bombeiros em mais de uma escala em períodos sobrepostos.
Ambos os arguidos refutam as acusações.
