A opinião de ...

Como depressa e bem não há quem, também quem tem pressa come cru!

Com regresso do bom tempo e a ausência de chuva dos últimos dias, à medida que se vão normalizando os caudais dos rios que receberam a grande maioria das chuvas torrenciais que, com rara violência, causaram enormes prejuízos, um pouco por todo o país, com especial incidência e gravidade na região centro do território nacional, fica cada vez mais clara, tanto a dimensão da devastação causada pela força da água, como a necessidade de construir as defesas indispensáveis com a resistência necessária para evitar que tal volte a acontecer.
Passada a borrasca, o país vê-se agora confrontado com a tarefa gigantesca de, em tempo útil, encontrar as soluções adequadas e exequíveis para reparar a quantidade astronómica dos danos causados em inúmeras infraestruturas publicas de importância vital para o dia a dia das pessoas e das empresas, como as estradas, as autoestradas, as vias férreas, os transportes aéreos e marítimos, indispensáveis para repor a normalidade da vida das pessoas e, dentro das possibilidades, ajudar as empresas a retomarem a sua laboração normal.
De igual importância e não menor urgência, é a normalização da distribuição da energia elétrica, o fornecimento de água e a reposição dos serviços de telecomunicações, bem como a reparação dos danos causados nas instalações fabris das pequenas, médias e grandes empresas, tanto públicas como privadas, para, rapidamente, por as fábricas e os serviços de distribuição a funcionar em velocidade de cruzeiro, de forma a garantir às pessoas o normal abastecimento dos bens de primeira necessidade e a manutenção do volume de exportações que se vinha registando, essencial para gerar o volume de riqueza condição, sine qua non, para fazer face ao volume estratosférico das despesas que se avizinham, tanto para a reparação dos danos causados, como para dotar as áreas mais críticas de todo o país das condições de segurança necessárias para que, em situações de calamidade como as que recentemente o atingiram, seja possível garantir a proteção e a segurança das pessoas e dos seus bens.
Porque a manta é curta, o dinheiro não estica e, ao que se sabe, o governo não tem um bloco gráfico equipado com máquinas, tecnologia e recursos humanos com a capacidade necessária para imprimir, com qualidade e em quantidade, as notas suficientes para fazer face a este brutal aumento da despesa pública.
Como até esta data, ninguém conseguiu descobrir a forma milagrosa de fazer omeletes sem ovos, por mais que custa aceitar e se tente camuflar esta triste e dura realidade, o certo é que, talvez muito mais cedo do que muito boa gente gostaria que isso fosse, fatal e inevitavelmente, se nada mudar radicalmente, para ninguém ser apanhado de surpresa, o país que se cuide e as pessoas que se ponham alerta.
A ser assim, com de costume e mais uma vez, lá terão de ser os mesmos de sempre, perdoe-se-me a expressão a aguentar com a bucha.

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